Confira
as Palavras do Diretor
Assim como um bom currículo, uma carta de apresentação
expressiva conta pontos preciosos na hora de conquistar o selecionador. Cuidado
para não confundi-la com um resumo do currículo; a carta de apresentação
é, na realidade, um chamariz para que o recrutador se interesse por sua
oferta de trabalho. “Ela deve conter uma síntese das principais
realizações profissionais, uma explicação objetiva
sobre as pretensões a determinado cargo e uma argumentação
final otimista, gerando assim possibilidade de resposta”, afirma o diretor da Microingá. “Você também pode sugerir
uma entrevista para detalhar suas qualificações ou um telefonema
para ter uma resposta”, acrescenta.
Outra dica do Diretor é dar à carta seu toque
pessoal. “Usar criatividade e bom gosto não é proibido.
Deve-se apenas ter cuidado para não cometer exageros, não parecer
abusado demais e evitar pedidos inoportunos”. Segundo ela, jamais compre
modelos prontos em papelarias ou bancas de jornal. “Crie você mesmo
a sua carta. Assim, o selecionador pode avaliar suas características
psicológicas e técnicas, como capacidade de expressão e
domínio da língua portuguesa”, alerta.
Carta virtual
A carta de apresentação tradicional, redigida em papel e enviada
pelo correio juntamente com o currículo, já não é
mais tão utilizada quanto antigamente. “Hoje em dia, seu uso não
é tão freqüente, mas deixá-la de lado é arriscado”,
diz o Diretor. Com a popularidade da internet, grande parte dos envios
de currículo é feita via e-mail. Neste caso, como ficaria a carta
de apresentação? De acordo com Luciana, o corpo do e-mail acaba
sendo a própria carta – o currículo deve estar anexado.
A maior dica da consultora é criar um título atrativo. “O
título é o chamariz para que a pessoa abra o e-mail. Pesquise
na página da empresa, descubra seu foco e relacione o título com
algo de destaque do site”. Confira outras dicas:
- “O corpo da mensagem deve fazer referência
ao título e às suas competências técnicas”;
- Não envie apenas para o setor de RH ou responsável
pelo recrutamento, “mas também para sua área de interesse”;
- Destaque, na carta, seus projetos de sucesso, aquilo em
que é “expert”. Liste alguns de seus principais feitos
em suas experiências anteriores;
- O texto deve ter, no máximo, dois parágrafos
de três linhas cada. “Lembre-se de respeitar o tempo de quem está
lendo sua carta”;
- Avalie a cultura da empresa para saber se a linguagem
deve ser mais ou menos formal.
Veja também algumas dicas sobre o que não se
deve fazer na elaboração da carta, de acordo com o site Monster.com:
Não use “eu” em demasia. A carta deve servir para expor suas
qualificações em relação à vaga, e não
ser uma autobiografia;
- Não seja vago. Sua carta pode ser apenas uma entre
centenas que o recrutador esteja lendo, possivelmente para diferentes cargos.
Portanto, seja claro e objetivo em relação à vaga pretendida;
- Não esqueça de assiná-la, pois esse
detalhe faz parte da etiqueta empresarial. Já no caso de envio por
e-mail, a assinatura não é necessária;
- Não termine a carta de forma passiva. Ao
invés de solicitar ao recrutador um retorno, seja pró-ativo
e diga que você irá telefonar em alguns dias para responder a
qualquer dúvida, por exemplo.
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